again and again and again

mais uma vez eu consegui! mais uma vez deu tudo errado e a culpa é minha.

Faz tempo

Faz tempo que não escrevo aqui. Parece-me que faz tempo que não me dedico a mim, que não me dou a mim mesma. A verdade é que venho deixando de ser down e me alegrando com o pouco que a vida me traz…

sou tão inadequada e tão inteligente

me acho tão tão, que acredito que minhas poucas e sofríveis palavras valem tanto…

Nota

pra que se explicar, se não existe perigo?

“Um poema concebido quando o dia ainda era noite…”

 

Há um vazio
no canto direto
da porta.
Nenhum
enquadramento
barroco
pode
ser
registrado
pela
íris
moderna
do meu corpo.
Encontro
toscos
desenhos
teus
no
caderno
onde
haviam
promessas
não mais
lembradas.
Apenas
o oco
na minha
memória.
Estão
ali nomes
escritos
de pessoas
que nem
mesmo sei
quem são.
Venho
exercitando
o esquecimento
ao longo
dos tempos.
Nas páginas
do livro
quase
desintegrado,
Spengler
afirma
sobre
a história
ser
insentimental
&
sem compadecimentos
daqueles
que se julgam
sentimentalmente.
E toda essa
estória
esquecida
que
não me
fora esclarecida
pelos
próprios
túneis
do meu
tempo?
Uma
placa
noturna
nos dias
enfumaçados.

. . .

Há um lado
esquerdo
no canto vazio
de minha janela.

Rodrigo Chagas
14/05/10.

Eu não consigo falar o que sinto

Fico tão cansada às vezes, e digo para mim mesma que está errado, que não é assim, que não é este o tempo, que não é este o lugar, que não é esta a vida. (…)então eu não sentia nada, podia fazer as coisas mais audaciosas sem sentir nada, bastava estar atenta como estes gerânios, você acha que um gerânio sente alguma coisa? quero dizer, um gerânio está sempre tão ocupado em ser um gerânio e deve ter tanta certeza de ser um gerânio que não lhe sobra tempo para nenhuma outra dúvida…

Caio Fernando Abreu

você

Não vou mais cair nesse conto de fadas corporal. Se for, tem de ser inteiro… sou muito gulosa pra me satisfazer com tão pouco.

NTCF

Eu amo você, cada parte, em todos os ângulos. Amo você em cada sorriso e em cada olhar. Amo suas mãos e o modo como elas me tocam. Amo minhas mãos e o modo como elas te tocam. Amo estar assim embebida de seu cheiro e repleta de amor.

show de calouros

há sempre uma forma nova de escamotear a si próprio.

dia bom!

Hoje o dia foi uma delícia como há muito não vinha sendo. Acredito que o amor que estou sentindo por mim mesma está me mostrando o quanto a minha vida é legal e interessante.

nova paixão

Estou inventando uma nova paixão e gosto disso.

This is love

Acho que você tem razão em ter medo. Talvez em teu lugar eu tivesse muito mais medo que você, e nem saisse de casa para comprar pão, sequer para coisas mais supérfulas como vinho chileno no supermercado, mas para o amor eu estaria aberta. Com toda certeza se você me aparecesse, assim do seu jeito, e eu só pudesse olhar uma parte sua por vez, eu olharia pros seus olhos a vida inteira.

E te pediria para estar perto e me levar pra longe e te faria meu companheiro e seguiria tranquila de que a vida realmente é bela e que o amor se expressa livremente nos pequenos gestos, imperceptíveis para os olhos, mas uma orgia para o espírito. Porque se eu estivesse em teu lugar eu teria certeza de que vale a pena o risco da vida e o sofrimento iminente do amor.

palavras que não me deixam

seguir
chato
dificil
stress
trabalho
cansaço
amor
ronald
tensão
enlouquecer
tesão
repressão e reprimenda
não
SIM
merda
verdade
não sei
desculpe
até

crescer

crescer dói. imagino a dor da semente ao ser rompida para uma nova existência…

meu ovo está se partindo, mas ainda há muita casca a ser retirada até que eu possa sair dele.

It’s Enough

Tem uma frase, que eu acredito ser de Kafka, que diz mais ou menos assim: – Há um ponto de onde não se há volta… É nele que urge chegar!

Estou num ponto onde não há mais volta, as responsabilidades caem sobre mim e já não as sinto tão pesadas. Há um momento em que você se acostuma com a forma que a vida assume, não se importando tanto se as suas escolhas são realmente arbitrárias ou se seu livre árbitrio é apenas administrar as consequências dos atos em que você não pode se eximir.

Há tempos percebo as distrações que minha sombra projeta sobre meus desejos. Há tempos que luto com ela, mas não é tão simples administrá-la ou comandá-la como o estafante cotidiano de soluções instântaneas para problemas insurgentes. Ela, a sombra, faz parte de mim.  Eu chego a gostar muito de algumas rebeldias que ela me impõe e por isso é tão dificil vencê-la.

oh! don’t ask why

Meus horários estão trocados de novo, mas agora não posso acordar tarde, Cedinho o dia começa e às 07h devo de estar em pé, ativa e feliz, mas não rola. O que acontece é que acordo de mal humor, com sono, e assim sigo até o meio dia que é quando minha mente desperta pras duzentas mil coisas que eu tenho de fazer. Ai! preciso me adequar…

vai passar

Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está ai, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada “impulso vital”. Pois esse impulso às vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te supreenderás pensando algo como “estou contente outra vez”. Ou simplesmente “continuo”, porque já não temos mais idade para, dramaticamente, usarmos palavras grandiloqüentes como “sempre” ou “nunca”. Ninguém sabe como, mas aos poucos fomos aprendendo sobre a continuidade da vida, das pessoas e das coisas. Já não tentamos o suicidio nem cometemos gestos tresloucados. Alguns, sim – nós, não. Contidamente, continuamos. E substituimos expressões fatais como “não resistirei” por outras mais mansas, como “sei que vai passar”. Esse o nosso jeito de continuar, o mais eficiente e também o mais cômodo, porque não implica em decisões, apenas em paciência.
Claro que no começo não terás sono ou dormirás demais. Fumarás muito, também, e talvez até mesmo te permitas tomar alguns desses comprimidos para disfarçar a dor. Claro que no começo, pouco depois de acordar, olhando à tua volta a paisagem de todo dia, sentirás atravessada não sabes se na garganta ou no peito ou na mente – e não importa – essa coisa que chamarás com cuidado, de “uma ausência”. E haverá momentos em que esse osso duro se transformará numa espécie de coroa de arame farpado sobre tua cabeça, em garras, ratoeira e tenazes no teu coração. Atravessarás o dia fazendo coisas como tirar a poeira de livros antigos e velhos discos, como se não houvesse nada mais importante a fazer. E caminharás devagar pela casa, molhando as plantas e abrindo janelas para que sopre esse vento que deve levar embora memórias e cansaços.
Contarás nos dedos os dias que faltam para que termine o ano, não são muitos, pensarás com alívio. E morbidamente talvez enumeres todas as vezes que a loucura, a morte, a fome, a doença, a violência e o desespero roçaram teus ombros e os de teus amigos. Serão tantas que desistirás de contar. Então fingirás – aplicadamente, fingirás acreditar que no próximo ano tudo será diferente, que as coisas sempre se renovam. Embora saibas que há perdas realmente irreparáveis e que um braço amputado jamais se reconstituirá sozinho. Achando graça, pensarás com inveja na largatixa, regenerando sua própria cauda cortada. Mas no espelho cru, os teus olhos já não acham graça.
Tão longe ficou o tempo, esse, e pensarás, no tempo, naquele, e sentirás uma vontade absurda de tomar atitudes como voltar para a casa de teus avós ou teus pais ou tomar um trem para um lugar desconhecido ou telefonar para um número qualquer (e contar, contar, contar) ou escrever uma carta tão desesperada que alguém se compadeça de ti e corra a te socorrer com chás e bolos, ajeitando as cobertas à tua volta e limpando o suor frio de tua testa.
Já não é tempo de desesperos. Refreias quase seguro as vontades impossíveis. Depois repetes, muitas vezes, como quem masca, ruminas uma frase escrita faz algum tempo. Qualquer coisa assim:
– … mastiga a ameixa frouxa. Mastiga , mastiga, mastiga: inventa o gosto insípido na boca seca …

O silêncio é de ouro, além de ser muito sexy…

Bahia Minha Vida

Já faz tempo que o Bahia é minha vida. Já faz tempo que pesquiso e sigo a trajetória do clube. Adentrar no coração da torcida, conhecer seus principais representantes faz com que eu me sinta especialmente feliz.

Hoje entrevistamos Daniel Alves. Ele é realmente incrível, tão fofo e solícito! Viramos fãs!!!!

I wanna have control

O que eu não sei me amedronta. E eu bem sei que isso não é um mérito…